Por Jorge Luis Aparecido Matheus
O artista deve ser pago — e bem pago.
Seja por cachê ou ajuda de custos, o trabalho artístico exige reconhecimento econômico proporcional à sua relevância cultural e social.
O contratante — público, privado ou institucional — tem o dever de oferecer condições dignas e propostas justas.
O artista é um trabalhador da cultura. E, como tal, deve ser respeitado: um servidor soberano das suas competências.
Sua matéria-prima é a própria arte. É dela que vive, cria, produz, vende e escala.
Ainda assim, persiste uma distorção histórica: o artista é frequentemente ignorado em vida e celebrado apenas após a morte.
É preciso inverter essa lógica.
Valorizar o artista vivo é fortalecer a cultura viva.
Arte não é ornamento. É estrutura.